Luz do santuário

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus, como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor ergueu, e não o homem” (Hebreus 8.1, 2).

Leituras da semana:
Êxodo 25:8, 9, 40; Hebreus 8:1-6; Levítico 16:21, 29-34; 23:26-32; Hebreus 9:23-28; Daniel 7:9, 10; Mateus 25:1-13; Apocalipse 11:19
Depois de uma grande desilusão em 22 de outubro de 1844, quando muitos acharam que Jesus voltaria e Ele não voltou, as pessoas entenderam que a profecia de 2.300 tardes e manhãs era sobre Jesus começando uma tarefa especial no céu, como descrito no livro de Hebreus.

Essa tarefa era limpar e preparar o lugar santo no céu, um processo que é como uma cerimônia descrita em Levítico. Para saber mais sobre isso, veja a relação entre as histórias de Daniel 7 e 8: na lição em PDF

Essas comparações nos ajudam a ver a verdadeira função da purificação do santuário no céu, que é julgar as ações das pessoas antes do retorno de Jesus. Esta semana, vamos estudar sobre esse julgamento especial e a importância da missão de Jesus no santuário celestial.

Fugindo da Igreja: Parte 1

Por Andrew McChesney

Igreja era o último lugar que Aneliya queria ir. Criada em uma família que seguia uma religião mundial não cristã, ela havia visitado sua própria casa de culto em feriados e para observar sacrifícios de animais por mais de 40 anos. Portanto, foi um choque quando seu marido e seu filho de 20 anos, Rosen, receberam uma Bíblia de um estranho na rua.

"Pegue isto e venha à nossa reunião esta noite", disse o estranho.

Ele disse que também haveria lanches disponíveis.

Em casa, Aneliya resistiu ao convite. "O que vamos fazer lá?" ela perguntou. "Eu não quero ir. Eu pertenço a outra religião."

Mas Rosen queria ir à igreja.

"Venha", ele disse. "Vamos comer e ouvir algumas coisas."

Todos os cinco membros da família de refugiados foram à reunião na cidade europeia. Eles trocaram cumprimentos com os membros da igreja, e tomaram chá e comeram bolo com eles. Durante o programa da igreja, Aneliya ouviu pessoas falando sobre Jesus, mas ela não conseguia entender as palavras.

Sobre o que eles estão falando? ela se perguntava. Era uma reação normal para alguém de seu contexto religioso quando exposto pela primeira vez à Bíblia.

Rosen, no entanto, ficou fascinado pela reunião. Depois, ele começou estudos bíblicos com Paul, o estranho que havia oferecido a Bíblia na rua.

Não demorou muito para Rosen pedir à sua mãe que fosse à igreja para o seu batismo.

Igreja era o último lugar que Aneliya queria ir.

"Eu não entendo o que é um batismo", ela disse. "Eu não vou."

Rosen foi batizado sem ela.

Então Aneliya e sua família foram despejados de seu apartamento alugado.

Eles tinham dinheiro para o aluguel, mas não conseguiam encontrar um lugar para morar. Os membros da igreja se juntaram à busca, mas sem sucesso. Os membros da igreja convidaram a família para ficar temporariamente na sala da Escola Sabatina das crianças.

Igreja era o último lugar que Aneliya queria ir. Mas ela não tinha escolha.

Ela e a família viveram na igreja por sete meses.

Durante esse tempo, Paul visitava a família e lia a Bíblia. Aneliya se perguntava por que ele estava lendo a Bíblia. Ela estava convencida de que apenas os escritos sagrados de sua religião continham a verdade. Ela se perguntava, Como esta Bíblia vai me ajudar a conseguir um apartamento? Por que não conseguimos encontrar um apartamento?

Aos sábados, Paul convidava a família para assistir aos serviços da igreja. Aneliya fugia. Quando ela via o serviço de adoração começar, ela corria para fora da porta. Mas seu filho de 22 anos, Sergei, foi tocado pelo que ouviu. Ele foi batizado.

Após a família encontrar uma nova casa, os dois filhos de Aneliya começaram a implorar para ela considerar Jesus.

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O santuário celestial

Leia Êxodo 25:8, 9, 40; Hebreus 8:1-6. Quais dois santuários são descritos nesses versos?

Após estudarem a Bíblia mais a fundo após outubro de 1844, as primeiras pessoas Adventistas perceberam que existem dois santuários mencionados na Bíblia – um que Moisés fez e o verdadeiro que está no Céu.

A palavra “santuário” na Bíblia é usada para falar primeiro do local feito por Moisés, que era um exemplo ou "modelo" das coisas do Céu; e depois, do “verdadeiro tabernáculo” no Céu, para onde o santuário na Terra aponta. Quando Cristo morreu, o antigo ritual perdeu seu valor. O “verdadeiro tabernáculo” no Céu é o centro da nova promessa de Deus. Isso mostra que a profecia de Daniel 8:14 está acontecendo agora, é sobre o Céu e a nova promessa.

“Ao tempo aquela em que os 2.300 dias terminaram, em 1844, já não existia um santuário na Terra. Então, a profecia que diz ‘até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado’ (Daniel 8:14) fala realmente sobre o santuário do Céu” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 353).

O santuário no deserto era um modelo em tamanho menor do santuário no Céu. Os rituais no santuário terreno mostravam o plano de Deus para salvar as pessoas. Cada sacrifício representava o que Jesus fez na cruz para nós (João 1:29). Por causa da morte de Cristo, podemos ser livres da culpa do pecado. Não somos mais culpados quando aceitamos o sacrifício de Jesus por nós e admitimos nossos erros (1João 1:9). Jesus não foi só um exemplo de alguém que morreu por nós; Ele é o principal líder que nos conecta com Deus.

Jesus “pode salvar completamente aqueles que vêm a Deus através Dele, porque Ele sempre vive para pedir a Deus por eles” (Hebreus 7:25). Ele nos liberta do poder do pecado (Romanos 8:1-4; 2Coríntios 5:21). O ministério de Jesus no santuário no Céu é para nos ajudar. Por meio dessa ajuda, não somos controlados pela nossa natureza de fazer coisas erradas e o pecado é como se nunca tivesse acontecido. Unidos a Cristo, temos certeza da nossa salvação.

O que significa para você saber que Jesus está no Céu fazendo coisas para te ajudar? Por que você precisa de um Mediador? Por que essa verdade é uma boa notícia?

No santo dos santos

Leia Levítico 16:21, 29-34; 23:26-32; Hebreus 9:23-28. Por que o Dia da Expiação era tão importante no antigo Israel?

Os sarcedotes trabalhavam todos os dias, mas no Dia da Expiação, um dia especial chamado Yom Kipur, todos prestavam atenção ao que acontecia no lugar sagrado. Levítico 16, 23, nos conta o que deveria ser feito nesse dia. Nesse tempo, todo trabalho parava e as pessoas jejuavam. Enquanto o sacerdote entrava no lugar mais sagrado para pedir por todos, as pessoas pensavam sobre suas vidas e falavam com Deus sobre seus erros.

Se alguém não se arrependesse no Dia da Expiação, essa pessoa não era mais considerada parte do povo especial de Deus, como diz em Levítico 23:27,29. No Dia da Expiação, o sacerdote usava o sangue do animal sacrificado para limpar o lugar santo e, depois de purificar tudo com esse sangue, ele confessava os pecados de todos e mandava um bode para longe, para o deserto, para mostrar que os pecados também estavam sendo mandados para longe.

O sangue levado para o lugar santo simbolizava a limpeza dos pecados, conforme Jeremias 17:1, e mostrava que Deus tinha planos para salvar as pessoas. No Dia da Expiação, os erros eram como que transferidos para fora do lugar santo, colocados sobre o bode Azazel, que mostrava que o povo era responsável por seus erros.

Esse bode era enviado para o deserto, e assim, no final do Dia da Expiação, Deus mostrava que tinha limpado tanto o lugar santo como o povo. Desde 1844, Cristo começou a trabalhar no lugar mais santo no céu. Nós vencemos no julgamento final por causa de Jesus, nosso Substituto.

Por Ele, não somos mais condenados, e sim vistos como justos, como está escrito em O Desejado de Todas as Nações. Assim, recebemos o benefício da justiça de Jesus e nos afastamos do mal. Isso não quer dizer que não erramos mais, mas que crescemos em bondade e vida com Deus.

O que significa para você o Dia da Expiação? Ele deve fazer diferença na forma como vivemos?

O juízo chegou

Qual é a semelhança entre Daniel 7:9, 10 e o Apocalipse 14:6, 7?

O julgamento é um assunto importante na Bíblia. Há textos que dizem que tudo que fazemos será visto e avaliado por Deus, até as coisas que ninguém mais sabe (Eclesiastes 12:14). Jesus falou sobre como as pessoas terão que explicar até mesmo as palavras que não eram necessárias (Mateus 12:36).

Paulo também disse que Deus vai mostrar claramente o que está escondido nos corações das pessoas (1 Coríntios 4:5). João, no livro do Apocalipse, fala de um anjo que anuncia que chegou a hora do julgamento de Deus (Apocalipse 14:7).

Leia Apocalipse 22:10-12. Quando Jesus voltar, qual será o destino de toda a humanidade? Que declaração foi feita a João?

Jesus vai voltar e dar a cada um o resultado final de suas vidas, dependendo do que cada um escolheu fazer. Não haverá uma segunda chance depois que Ele voltar. Todos terão tido a chance de decidir se querem estar com Jesus ou não.

Leia Mateus 25:1-13. Por que Jesus Se relaciona de forma tão diferente com esses dois grupos de crentes?

No final, quando o tempo de decidir acabar e as escolhas das pessoas sobre seguir Jesus já tiverem sido vistas, a chance de receber a bondade de Deus vai acabar. As pessoas preparadas vão estar com Ele, e as portas vão se fechar para as que não estavam prontas (Mateus 25:10).

Esse momento é explicado como a porta da bondade se fechando, e aí começa o tempo final do julgamento de Deus, conforme Ellen G. White fala no livro O Grande Conflito.

Em Cristo temos o perdão e o poder para vencer o mal. Precisamos temer o juízo?

A boa notícia do lugar santíssimo

Que segurança e qual convite temos em Hebreus 4:14-16 e 10:19-22?

Paulo nos diz que devemos manter nossa fé forte e não desistir. Devemos confiar sempre em nosso Grande Sacerdote, Jesus. Ele nos dá tudo que precisamos para estar bem com Deus. Graças a Jesus, temos um caminho que nos leva diretamente para o lugar sagrado de Deus.

Quando pensamos no lugar sagrado, vemos o sangue que foi usado para purificar tudo lá. Esse sangue é como uma representação do sangue de Jesus, que nos mostra o amor e a misericórdia de Deus. É Jesus quem limpa os nossos erros e nos permite estar perto de Deus. Deus é amoroso, mas também justo, e Jesus é o caminho para termos os nossos erros perdoados.

Leia Apocalipse 11:19. No contexto do grande conflito, por que essa visão é importante? De que modo ela conecta a lei ao evangelho?

Perto de Deus, na sala onde Ele governa, encontramos as regras de Deus, que estão na arca da aliança. Lá, a justiça e a misericórdia de Deus brilham juntas. Nenhuma pessoa pode mudar essas regras, mas graças a Jesus, elas não nos afastam de Deus. O livro de Hebreus 8:10, nos fala sobre um novo acordo que Deus faz com a gente: Ele vai colocar suas regras em nossos corações, assim seremos o seu povo.

Quando entramos no lugar santo de Deus, lembramos de tudo que Jesus fez por nós no passado e o que Ele continua fazendo agora. Ele nos ajuda a seguir suas regras, as quais escreve em nossos corações. Jesus nos salva completamente, conforme está escrito em Hebreus 7:25.

Por que a ajuda de Jesus é uma notícia tão boa? Como seria a vida sem o evangelho?

Jesus, nosso Advogado no juízo

Qual é a diferença entre o ministério do sacerdote no santuário terrestre e o ministério de Jesus no santuário celestial? Hebreus 10:9-14

Uma vez e só, Jesus morreu na cruz para nos salvar dos pecados. Agora, como sacerdote no céu, Ele está no lugar mais sagrado, nos ajudando no juízo (1 João 2:1). Diferente do que acontecia antes, Jesus não precisa oferecer sacrifícios várias vezes. Ele fez isso uma vez por todas e agora está lá para salvar a gente (Hebreus 9:28). Ele vai voltar para os que esperam por Ele (2 Timóteo 4:8).

Leia Hebreus 6:19, 20. Por que Ele nos convida a segui-Lo e o que descobrimos à medida que fazemos isso?

Jesus intercede por nós no céu e isso é parte essencial do plano de Deus para nos salvar, como foi Sua morte na cruz. Depois de ressuscitar, Ele foi para o céu para terminar essa missão. Hebreus 6:20 fala que Jesus entrou no céu para abrir o caminho para nós. Lá, podemos entender melhor o que Ele fez por nós. O sacrifício de Jesus atendeu às regras de Deus e, por intermédio dele, qualquer um que se aproximar de Deus com fé pode ser recebido (O Grande Conflito, p. 409).

Jesus luta para libertar a gente e o mundo todo das armadilhas de Satanás. Sua morte mostrou quão errado é o mal e deu a todos a chance de escolher ser salvos. A intercessão Dele garante ajuda para quem aceita.

Qual é a relação entre a morte de Cristo e Sua ajuda no céu? O julgamento é necessário?

Estudo Adicional:

Ellen G. White fala sobre como Jesus nos ajuda no juízo. Ela diz que Jesus não ignora os nossos pecados, mas mostra nossa fé e pede perdão por nós. Ele fala para Deus e para os anjos que Ele nos conhece bem, e que somos preciosos para Ele, como alguém que tem seu nome gravado na mão de alguém.

Agradar a Deus vem de ter um espírito humilde e um coração que se arrepende dos erros, não de rituais ou sacrifícios (Salmos 51:17). Satanás, que acusa as pessoas de Deus, recebe uma resposta forte de Deus, que escolheu Jerusalém e não vai desistir do Seu povo (Zacarias 3:2; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 406).

Ellen G. White também diz que os verdadeiros filhos de Deus, mesmo que tenham falhado, precisam se humilhar e passar por uma auto-avaliação séria. Eles devem ser obedientes à verdade e ter uma opinião humilde sobre si mesmos (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 403).

Ela nos lembra que precisamos viver bem os dias que temos, mantendo nosso nome no Livro da Vida. Ela aconselha a gente a sentir tristeza pelos erros e ter um arrependimento sincero (O Grande Conflito, p. 410).

Questões para discussão:

 O que sentimos ao pensar que Jesus mostra Suas mãos feridas por nós diante do Pai? Por que essa é uma esperança no julgamento?

 Vivemos no Dia da Expiação, a obra divina para salvar perdeu alguma importância ou qualquer dia dedicado a salvar pecadores deve ser visto como uma boa notícia?

 “Cristo pode defender a gente de forma eficaz. Ele consegue silenciar o acusador com argumentos verdadeiros em nosso favor. Ele conhece nossas situações” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 403).